Da redação
A ministra Cármen Lúcia divergiu do ministro Alexandre de Moraes e propôs pena de um ano para o eletricista Willian Fonseca Amorim, de 50 anos, condenado a 14 anos pelos atos de 8 de janeiro, durante julgamento no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em voto-vista de 36 páginas, Cármen Lúcia considerou insuficientes as provas dos crimes mais graves e declarou que “os autos eletrônicos não trazem provas” de invasão, depredação, incitação direta ou porte de armas por Amorim.
Prevaleceu o voto de Moraes, que condenou Amorim a 14 anos por cinco crimes e a 100 dias-multa. O ministro Kassio Nunes Marques divergiu por falta de competência e de provas, e o ministro André Mendonça acompanhou seu voto pela absolvição.
Após o esgotamento dos recursos, Moraes expediu mandado de prisão encaminhado à Polícia Federal. Preso inicialmente no acampamento diante do Quartel-General do Exército, em Brasília, Amorim teve fotos dos atos encontradas no celular, sem imagens de destruição.



