Da redação
A Casa da Igualdade Racial de Pelotas completou seu primeiro mês de funcionamento como espaço de referência para atendimento à população negra. Inaugurada em 30 de abril, na cidade gaúcha, a unidade funciona pelo Programa Mais Igualdade, com o objetivo de prestar acolhimento humanizado e acompanhamento continuado às vítimas de crimes raciais.
A unidade também passou a concentrar casos previamente registrados pela Secretaria Municipal de Igualdade Racial desde 2025, visando proporcionar atendimento aprimorado. Segundo a agente jurídica Isadora Caleiro, as primeiras ações realizadas “trouxeram sensação de dever cumprido diante da criação de um serviço especializado e multiprofissional para vítimas de crimes raciais”.
Além de orientações jurídicas e apoio psicológico, o espaço promove atividades para grupos locais dedicados à questão étnico-racial. Para julho, estão agendas uma palestra online com a escritora Barbara Carine, promovida pela Sala das Pretas da Universidade Federal de Pelotas, e uma iniciativa do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas.
O secretário municipal da Igualdade Racial e coordenador da Casa, Júlio Domingues, apontou balanço inicial positivo. Conforme destacou, os atendimentos começaram nas primeiras horas de funcionamento, com ênfase no acolhimento e na assistência psicológica, além da ampliação do acompanhamento jurídico já oferecido pela secretaria.
De acordo com Domingues, a Casa passou a garantir continuidade aos atendimentos já iniciados pela secretaria e abriu espaço para novos acompanhamentos jurídicos, demonstrando ampliação da rede de suporte às vítimas. A equipe do local incentivou moradores a buscar os serviços para o enfrentamento ao racismo e promoção de direitos.
A Casa da Igualdade Racial de Pelotas é considerada pioneira na região Sul do país. Seu funcionamento é fruto do Programa Mais Igualdade, do Ministério da Igualdade Racial, e a unidade tem realizado reuniões e mobilizações voltadas à valorização da população negra desde sua inauguração.





