Da redação
No Distrito Federal, a Central de Intermediação em Libras (CIL), vinculada à Secretaria da Pessoa com Deficiência, tem atuado para facilitar a comunicação da população surda desde 2025. O serviço atende demandas em áreas como saúde, educação e trabalho, promovendo acessibilidade conforme apurado pelas autoridades locais.
A CIL oferece interpretação em Língua Brasileira de Sinais durante atendimentos presenciais e eventos, buscando eliminar barreiras que comprometem o acesso da comunidade surda a serviços essenciais. Desde 2025 foram realizados mais de 2,4 mil atendimentos e, até junho de 2026, já foram contabilizados mais de 1,1 mil atendimentos, segundo dados oficiais.
Willian Cunha, secretário da Pessoa com Deficiência, declarou que garantir atendimento via CIL é fundamental para assegurar dignidade, inclusão e respeito às pessoas surdas. Ele enfatizou que “a comunicação não deve ser um entrave para o exercício dos direitos dos cidadãos”, destacando o papel da Central na participação em serviços públicos.
Maria Izabel da Silva, vendedora e usuária frequente da Central, relatou que o trabalho dos intérpretes é fundamental. Segundo ela, a presença desses profissionais proporciona segurança, especialmente em situações médicas e atendimentos complexos, permitindo compreensão completa das informações transmitidas durante o processo.
O diretor da CIL, Waldimar Carvalho da Silva, que também é surdo, afirmou que o serviço não se limita à tradução, funcionando como “porta essencial para a inclusão e acessibilidade da comunidade surda”. Ele comentou que o apoio da Central é fundamental desde consultas médicas até entrevistas de emprego, viabilizando a comunicação plena.
A Central de Intermediação em Libras atende à demanda crescente por acessibilidade no Distrito Federal. O serviço tem sido reconhecido por contribuir para o fortalecimento dos direitos das pessoas surdas, atuando como elo entre cidadãos e diversas instituições públicas ou privadas.





