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Central Park adota medidas para resistir ao calor e às mudanças climáticas em Nova Iorque


Da redação

Os efeitos das mudanças climáticas se tornam mais visíveis no Central Park, em Manhattan, Nova Iorque, que enfrenta chuvas intensas, inundações, erosão do solo e ondas de calor prolongadas. O parque também ajuda a resfriar a cidade, purificar o ar e absorver a água das tempestades. Segundo o Central Park Climate Lab, a temperatura dentro do parque pode ser até cinco graus Celsius inferior à das ruas próximas.

A diretora da Central Park Conservancy, Yanina Kupava, afirmou que parques urbanos “são muito mais do que espaços de lazer, eles são uma infraestrutura verde essencial”. A organização adota estratégias para preservar a paisagem histórica do local, incluindo o plantio de espécies mais adaptadas ao clima atual e a experimentação de plantas de outras regiões climáticas. O desafio, segundo Kupava, é adaptar uma área concebida no século 19 sem perder suas características originais.

Funcionários do parque relatam que fenômenos recentes, como invernos mais amenos e ondas de calor fora de época, dificultam a floração de macieiras, magnólias e cerejeiras, cenários tradicionais de pedidos de casamento no Central Park. Kupava alertou que, “se elas florescerem muito cedo, uma geada tardia pode causar um grande impacto nas árvores”, prejudicando a polinização e a paisagem típica da primavera.

O parque investe em compostagem de folhas e resíduos vegetais para reforçar o solo e reduzir o escoamento superficial durante temporais. A Conservancy também amplia a infraestrutura para reuso de água entre corpos d’água internos e substitui gradualmente equipamentos a gasolina por versões elétricas. De acordo com Kupava, tais práticas oferecem lições para cidades globais, que enfrentam desafios crescentes em meio ao aumento da população urbana e das temperaturas.