Início Política Cláudio Castro é investigado pela PF por favorecer fraudes fiscais bilionárias da...

Cláudio Castro é investigado pela PF por favorecer fraudes fiscais bilionárias da Refit

- Publicidade -


Da redação

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Sem Refino contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em investigação sobre o Grupo Refit, conglomerado do setor de combustíveis. Buscas aconteceram em sua residência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por suspeita de benefícios fiscais e ocultação de patrimônio.

Segundo a PF, Castro é investigado por criar condições favoráveis ao Grupo Refit, apontado como maior sonegador de impostos do país, inclusive articulando lei que poderia reduzir em até 95% a dívida da empresa com o Estado. Foram apreendidos um telefone e um tablet. Castro nega irregularidades e afirma estar “convicto de sua lisura”.

A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ela apura se Castro participou da criação do Programa Especial de Parcelamento de Créditos Tributários e Não Tributários, chamado de “Lei Ricardo Magro”. Segundo a PF, o texto atenderia interesses diretos do Grupo Refit.

Em março, Castro renunciou ao governo do Rio para evitar cassação, mas o Tribunal Superior Eleitoral o declarou inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022. Além de Castro, o ex-procurador-geral Renan Saad e o desembargador Guaraci de Campos Vianna também foram alvos da operação de ontem.

Entre as medidas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Ricardo Magro, controlador da Refit e considerado mentor do esquema suspeito de sonegação de R$ 26 bilhões em ICMS, está foragido e incluído na Difusão Vermelha da Interpol.

A lei sob suspeita foi publicada um mês após a interdição das atividades da Refit pela Receita Federal em setembro de 2025. O governo do Rio sustentou que a paralisação comprometia a arrecadação estadual em recuperação fiscal. O desembargador Guaraci Vianna é suspeito de decisões favoráveis à Refit, conforme aponta a PF.