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CPMI do INSS: Viana defende regras claras para proteção dos aposentados

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Da redação

A CPMI do INSS terá como prioridade em 2026 definir regras claras para proteger aposentados e pensionistas, afirmou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na abertura da primeira reunião do ano, nesta quinta-feira (5). Segundo ele, a próxima etapa dos trabalhos será direcionada à responsabilização de criminosos envolvidos em fraudes contra beneficiários do INSS.

Viana revelou que relatórios recentes mostram que, dos R$ 210 bilhões movimentados por bancos e financeiras, boa parte sem consentimento dos aposentados e pensionistas, cerca de R$ 6,8 bilhões em descontos indevidos foram aplicados nas folhas de pagamento nos últimos cinco anos. Investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União inicialmente identificaram R$ 6,3 bilhões em fraudes.

O senador ressaltou que o crédito consignado é um direito dos beneficiários, desde que não sejam enganados ao contratá-lo. “Teremos de agir contra a ciranda financeira implantada pelo sistema financeiro e pelos bancos em cima dos nossos pensionistas”, destacou Viana. Ele lembrou que, após a atuação da CPMI em 2025, o INSS intensificou fiscalizações e suspendeu operações de bancos que cometiam irregularidades.

Viana também celebrou os avanços da CPMI no último ano, afirmando que “o trabalho honrou o país e recebeu a aprovação dos brasileiros”. Ele afirmou que, graças à comissão, aposentados e pensionistas podem agora ter mais tranquilidade quanto à proteção de seus benefícios.

Após passar por cirurgia para retirada de tumor no estômago em dezembro, Carlos Viana informou que está totalmente recuperado e decidiu permanecer à frente da CPMI por convicção. “Abandonar esta cadeira seria virar as costas para os aposentados, órfãos e viúvas que depositaram nesta comissão a última esperança de justiça e dignidade”, declarou.