Da redação
O Cruzeiro iniciou a temporada de 2026 sob grandes expectativas, amparado por uma boa campanha no ano anterior e investimentos significativos no elenco. No entanto, o desempenho dentro de campo desapontou. Em oito jogos disputados, a equipe acumula cinco derrotas, igualando o pior início de sua história dos últimos 44 anos—feito só visto em 1982, quando o clube também perdeu cinco das oito primeiras partidas no Campeonato Brasileiro.
O clima, que era de otimismo, rapidamente deu lugar à frustração. A derrota por 2 a 1 para o Coritiba, em casa, na estreia no Brasileirão, agravou o cenário. O Cruzeiro abriu o placar contra um adversário recém-promovido e de orçamento inferior, mas sofreu a virada, gerando forte impacto negativo entre os torcedores. Antes disso, o time já havia sofrido uma goleada de 4 a 0 para o Botafogo, fora de casa, expondo fragilidades defensivas.
No Campeonato Mineiro, a situação não foi diferente. Em seis partidas, o Cruzeiro perdeu três, incluindo uma derrota para o Atlético Mineiro, indicando problemas que se refletiram também na competição nacional. O desempenho irregular acentuou a necessidade de respostas rápidas do elenco e comissão técnica.
A troca no comando técnico também impactou o planejamento. Leonardo Jardim deixou o clube alegando desgaste, cedendo lugar a Tite, nome experiente que gerou expectativa de maior solidez. No entanto, a adaptação do novo treinador tem sido mais lenta que o esperado, e o sistema defensivo, ponto forte em 2025, passou a apresentar erros frequentes. O próprio Tite reconheceu as dificuldades em manter o nível competitivo da temporada anterior.
Apesar do investimento alto, como a contratação de Gérson por 27 milhões de euros, a maior da história celeste, e a permanência de Kaio Jorge e Matheus Pereira, os resultados em campo não acompanharam a expectativa. O clube vive uma incógnita, com a cobrança por respostas se intensificando a cada rodada.





