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Cultura protege diversidade e dignidade diante da IA, defende Guterres

Cultura protege diversidade e dignidade diante da IA, defende Guterres

Da redação

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu, em discurso nesta quinta-feira na 30ª Cúpula Ibero-Americana, em Madri, que a cultura tenha papel central na transformação digital. Ele pediu que o avanço da inteligência artificial respeite a diversidade linguística e a dignidade humana.

A comunidade ibero-americana reúne 22 países, entre eles Espanha e Portugal, e se conecta por uma história compartilhada, valores comuns e diversidade linguística. Guterres disse que sua principal força é ser uma “superpotência cultural” e declarou: “Esta Comunidade defende a cultura como um bem público mundial.”

Para Guterres, a inteligência artificial deve falar todas as línguas, sem que poucas empresas decidam o que as pessoas veem, leem e acreditam. Ele também defendeu a soberania das nações e alertou que o avanço tecnológico impõe desafios às identidades regionais.

Guterres defendeu a liberdade artística como “a única garantia para proteger a diversidade do pensamento diante da padronização digital”. Também lembrou o impacto libertador da canção “Grândola, Vila Morena” na Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974, e relacionou cultura e reconhecimento da humanidade do outro à construção da paz.