Da redação
O presidente paraguaio Santiago Peña renunciou nesta quinta-feira (5), em meio a denúncias de fraude envolvendo o Ueno Bank. A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou por unanimidade a abertura do impeachment, e o Senado decidirá se aceita a renúncia ou dá continuidade ao processo.
A decisão do Senado também definirá os efeitos políticos e judiciais da saída. Se sofrer impeachment, Peña não poderá assumir o posto de senador vitalício e ficará sujeito a eventual processo criminal ligado à denúncia. Se a renúncia for aceita e o processo encerrado, poderá ocupar a cadeira e terá imunidade parlamentar.
Durante a sessão, o presidente do Senado disse que o Executivo não havia comunicado ao Legislativo qualquer saída de Peña do país. Ao menos dois senadores questionaram se ele ainda estava no Paraguai. A base governista havia anunciado apoio à abertura do impeachment.
A senadora Esperanza Martínez, do partido Frente Guasú, comparou uma eventual saída de Peña à de Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na eleição brasileira. “O que vamos dizer ao povo quando ele estiver no exterior?”, perguntou. Ela alertou que Peña poderia deixar o país após assumir como senador vitalício.
O Ueno Bank, um dos principais bancos digitais do Paraguai e alvo de denúncias de fraude, tem 2,9 milhões de clientes. Em vídeo publicado na rede X, Peña justificou a renúncia: “Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas”.




