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Defesa de Lulinha aponta motivação política em inquérito da PF sobre cannabis medicinal

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Da redação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência na autorização da comercialização de cannabis medicinal, envolvendo servidores do Ministério da Saúde e da Presidência, conforme pedido da Polícia Federal. Entre os investigados está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Guilherme Suguimori Santos, advogado de Lulinha, afirmou que o procedimento é uma “pescaria probatória”, considerada ilegal e movida por interesse político. Santos ressaltou que a defesa não conhece os detalhes do inquérito e criticou a tentativa de iniciar uma nova investigação sem fundamento, dizendo ser necessário entender qual a justificativa para o caso estar no STF.

Além de Lulinha, os alvos incluem a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo os investigadores, há apuração de uma possível atuação conjunta de Lulinha e Roberta em benefício da empresa World Cannabis, ligada a Careca do INSS. O pedido de abertura de inquérito também cita contatos entre os investigados e servidores da Presidência.

Bruno Salles, advogado de Roberta Luchsinger, declarou não ter informações sobre novo inquérito e afirmou que as investigações sobre repasses do INSS e malversação de verbas públicas já estão em curso. A defesa de Antonio Carlos Camilo informou não ter conhecimento do pedido. O lobista está preso desde setembro de 2025 e nega possuir patrimônio de origem ilícita, conforme depoimento à CPI do INSS.