Da redação
O Governo Central registrou déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, segundo o Tesouro Nacional. O valor, que inclui as contas do Tesouro, da Previdência Social e do Banco Central, representa o pior resultado para o mês desde 2024 em valores ajustados pela inflação. O déficit ocorre quando as despesas superam as receitas, excluindo os juros da dívida pública.
De acordo com o Tesouro, o aumento das despesas, especialmente dos gastos discricionários e investimentos, foi o principal fator para o resultado negativo, com alta real de R$ 16,7 bilhões nessas despesas. Os investimentos subiram 73,9%, custeio administrativo cresceu 19,7% e benefícios previdenciários tiveram aumento de R$ 4,9 bilhões. Mesmo com alta de 5,5% nas receitas, arrecadações não acompanharam o ritmo dos gastos.
Ainda conforme o Tesouro, o pagamento de precatórios em maio contribuiu para o crescimento de despesas em áreas como benefícios previdenciários, pessoal e encargos sociais, e sentenças judiciais. O acumulado de janeiro a maio marcou déficit de R$ 44,4 bilhões, o maior para o período desde 2020, já considerando a inflação. No mesmo intervalo de 2025, havia superávit de R$ 32,9 bilhões.
A arrecadação federal de maio atingiu R$ 266,8 bilhões, o maior valor para o mês desde 2000, segundo a Receita Federal, com destaque para a alta de 36,7% na Contribuição Social sobre Lucro Líquido, 30,4% no IOF e 84,5% nas receitas de royalties do petróleo. As emendas parlamentares tiveram incremento, com previsão de R$ 49,9 bilhões no Orçamento de 2026, das quais R$ 37,8 bilhões de execução obrigatória.




