Da redação
A Polícia Civil de São Paulo encaminhou ao Judiciário estadual o relatório final complementar da Operação Vérnix nesta segunda-feira, propondo o indiciamento de seis pessoas, entre elas a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. O documento relaciona os investigados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e à lavagem de capitais.
O relatório, produzido após meses de investigação, detalha elementos que fundamentam o pedido de indiciamento formal dos suspeitos. A Polícia Civil afirma ter reunido provas que apontam para a participação dessas pessoas em movimentações financeiras consideradas suspeitas. Deolane Bezerra foi presa no decorrer da operação, conforme informado pelas autoridades.
Segundo as investigações, o grupo investigado teria ligação direta com o PCC, organização criminosa de atuação nacional. O documento enviado à Justiça destaca a existência de transações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos, o que, segundo os investigadores, reforçaria a suspeita de lavagem de dinheiro.
Além de Deolane Bezerra, o relatório inclui outros cinco nomes. Entre eles, segundo as autoridades, está Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como um dos líderes do PCC e que já cumpre pena em regime fechado. As autoridades não divulgaram outros detalhes para não comprometer o andamento do processo.
A operação, iniciada em 2023, teve como objetivo desarticular esquemas financeiros atribuídos a integrantes do PCC, apurando suas conexões com pessoas do meio jurídico e celebridades. A investigação seguiu diversas linhas, incluindo análise de contas bancárias, interceptações telefônicas e depoimentos.
Deolane Bezerra ganhou projeção nacional com atuação como advogada e presença nas redes sociais. Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, já responde a diversos processos na Justiça e é apontado por órgãos de segurança como líder do PCC. O inquérito ainda tramita judicialmente, e os acusados podem apresentar defesa.





