Da redação do Conectado ao Poder
A reunião com o presidente do BRB será crucial para entender os desdobramentos do projeto de lei que visa a aquisição.

Deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) se reunirão com o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na próxima terça-feira, dia 19, para discutir o Projeto de Lei nº 1.882/2025. Este projeto, enviado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), visa autorizar o BRB a adquirir participação em instituições financeiras no Brasil e exterior.
O foco principal da reunião será a proposta de compra de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master, que está avaliado em cerca de R$ 2 bilhões. De acordo com informações do GDF, essa operação pretende expandir a presença do BRB no mercado nacional, diversificar receitas, incorporar novas tecnologias e criar sinergias operacionais.
O governador Ibaneis Rocha encaminhou o projeto à CLDF, conforme as exigências legais estabelecidas pelo Ministério Público. Essa movimentação é importante para assegurar que a concessão de participação em outros bancos esteja legalmente respaldada, seguindo exemplos de bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Além disso, a proposta requer uma avaliação especializada das aquisições e inclui a criação de mecanismos para proteger o BRB de passivos não identificados. A aprovação do projeto é fundamental, já que o Tribunal de Justiça do DF recentemente determinou que a compra do Banco Master só pode ocorrer com a validação prévia da CLDF.
A operação está sob análise do Banco Central, que precisa autorizar fusões ou aquisições de instituições financeiras, conforme a Lei nº 4.595/1964. A aprovação do Conselho de Administração do BRB ocorreu em março, o que reforça o suporte institucional para o avanço nesse negócio.
Com essa aquisição, o BRB poderá atender a um número maior de clientes, além de aumentar seus ativos e captações, consolidando sua posição no setor financeiro. Essa movimentação representa uma estratégia decisiva para o banco perante a concorrência e a evolução do mercado financeiro.





