Da redação
Jorge Messias, atual chefe da Advocacia-Geral da União, enfrenta avaliação no Palácio do Planalto sobre sua permanência no cargo após ser rejeitado pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal, em decisão recente em Brasília. O episódio ocorre após cinco meses de espera para sabatina e acirra o debate interno no governo.
Messias conta com a simpatia e confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, segundo assessores, tem recebido conselhos para pedir demissão a fim de evitar maiores desgastes políticos. A situação é interpretada por setores do governo como insustentável diante da derrota no Senado.
Um auxiliar do presidente Lula afirmou: “Como uma pessoa que foi indicada para o Supremo Tribunal Federal e foi rejeitada pelo Senado com apoio de juízes da Suprema Corte tem condições de defender o governo perante os ministros? Messias está fragilizado no posto”. Esse cenário coloca pressão sobre o advogado-geral.
Segundo integrantes próximos ao presidente, a possibilidade de Messias pedir exoneração se apresenta como uma alternativa honrosa diante do acúmulo de desgaste no processo. Eles defendem que essa saída poderia preservar a imagem do governo e evitar conflitos desnecessários dentro do Executivo.
Durante as discussões internas, aliados mais críticos sugeriram deslocar Messias para o Ministério da Justiça, atribuindo a ele a tarefa de reagir politicamente contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil-AP. Entretanto, o presidente Lula rejeitou a ideia imediatamente, afastando publicamente essa possibilidade.
Jorge Messias aguardou cinco meses para ser sabatinado pelo Senado antes de ter seu nome rejeitado para o Supremo Tribunal Federal. O episódio ressalta as dificuldades recentes na interlocução entre o Executivo e o Legislativo, especialmente em indicações de cargos estratégicos para o governo federal.






