Da redação
Lara Marina, de 20 anos, foi destituída do título de Miss Brasil Supranational após a organização alegar descumprimento contratual relacionado à sua gestação. Segundo Juliano Crema, diretor do concurso, a vice-campeã Camilly Ceccon, de Santa Catarina, deverá assumir a coroa, conforme previsto no regulamento.
Crema afirmou que a sucessão está prevista na dinâmica da competição e defendeu a decisão da organização. Ele declarou que “todas as candidatas dos concursos de beleza internacionais sabem que competir grávida envolve várias questões” e destacou a preocupação com a segurança de Lara e do bebê. O diretor disse não considerar o contrato confuso e afirmou que “a pessoa tem que ter o bom senso e agir de boa fé nessa situação”.
A modelo contestou a decisão, alegando não ter encontrado no contrato uma proibição expressa para engravidar durante o período de dois anos de vigência. Após a repercussão do caso, Lara foi hospitalizada. Inicialmente, Gustavo Rocha, namorado da modelo, informou que o quadro era grave, mas uma atualização da equipe indicou que ela estava estável e o bebê saudável.
De acordo com Crema, integrantes da organização trocaram mensagens com Lara, mas, diante do momento delicado, o namorado passou a ser o porta-voz. O caso gerou debate nas redes sociais sobre maternidade e regras em concursos de beleza. O Miss Supranational permite atualmente a participação de mulheres que já são mães ou divorciadas, mas ainda mantém restrições para gestantes.



