Da redação
O economista-chefe da XP, Caio Megale, passou a prever que o Banco Central promoverá três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando os juros para 13,25% ao fim de 2026, devido à desaceleração econômica e surpresas inflacionárias positivas recentes.
Segundo Megale, os dados mais recentes de atividade e inflação ficaram abaixo das expectativas, indicando que o processo de desaceleração da economia e de desinflação está ocorrendo mais rápido do que estimado anteriormente. Ele afirma que, com a expectativa de uma desaceleração adicional em 2027, poderá haver continuidade do ciclo de cortes.
O economista projeta que o cenário de baixa atividade econômica e inflação favorável, aliado à possível implementação de ajustes fiscais após as eleições, permitirá espaço para uma redução adicional da Selic em 2027, atingindo 11,50%. “Nosso cenário atualizado apenas prevê uma convergência mais célere ao patamar de 11,50%, e não uma avaliação diferente para a taxa básica de juros no médio prazo”, declarou.
Megale avalia ainda que o estímulo fiscal não tem sido tão efetivo para impulsionar o consumo, pois o alto endividamento de famílias e empresas, custos de produção pressionados e recuo nos indicadores de confiança limitam o efeito das medidas de incentivo. Ele destaca que, até o momento, esses fatores têm influenciado o comportamento da atividade econômica.



