Início Política Disputa eleitoral resgata boato sobre retirada do título de padroeira do Brasil

Disputa eleitoral resgata boato sobre retirada do título de padroeira do Brasil


Da redação

Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva passaram a publicar mensagens e imagens ligadas a Nossa Senhora Aparecida durante a reta final da campanha presidencial, após surgirem nas redes sociais rumores de que Flávio Bolsonaro teria articulações para retirar o título de padroeira do Brasil da santa católica. Deputados da Frente Parlamentar Evangélica negaram as informações, afirmando que se tratava de estratégia eleitoral.

Segundo publicações, as mensagens circularam quase simultaneamente à divulgação de vídeos em que bispos católicos pediam aos fiéis um “voto consciente”. Até o momento, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil não se pronunciou sobre participação em tais vídeos. Simone Tebet publicou foto no Santuário de Aparecida afirmando: “Que Nossa Senhora Aparecida proteja o Brasil”. Geraldo Alckmin declarou que, sob um eventual novo governo Lula, “as tradições religiosas estarão protegidas e preservadas”.

A mobilização ganhou força após menção a um antigo projeto: em 2007, o então deputado Victorio Galli apresentou proposta para retirar o título religioso de Nossa Senhora Aparecida. O texto foi arquivado no ano seguinte e não prosperou. Flávio Bolsonaro gravou vídeo negando intenção de revogar o título. Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou que “Flávio jamais vai atacar a religião de ninguém” e criticou adversários.

A circulação do boato ocorre em cenário eleitoral marcado pela polarização religiosa, com maioria católica favorável a Lula e maioria evangélica apoiando Flávio Bolsonaro. Em contexto similar à difusão do “kit gay” em 2018, o episódio mobiliza militâncias e expõe estratégias para influenciar o voto religioso, a poucos dias do primeiro turno da eleição.