Início Distrito Federal Distritais dividem-se no apoio ao pacote de medidas anunciado pelo GDF

Distritais dividem-se no apoio ao pacote de medidas anunciado pelo GDF

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20150916065037981379uO pacote de medidas apresentado pelo Palácio do Buriti até sofreu críticas de distritais, que reivindicavam maior participação no desenvolvimento das iniciativas e citaram falta de comunicação por parte do Executivo, mas os ataques não foram tão incisivos como no primeiro semestre. Se antes a tônica do discurso era a impossibilidade de aumentar impostos, a história agora é negociar. Com o anúncio da reforma administrativa e nomes de parlamentares ventilados nos bastidores, entre prováveis futuros integrantes do primeiro escalão do GDF, a conversa ficou mais amena que nos seis primeiros meses de mandato.

Acompanhado do secretário de Fazenda, Pedro Meneguetti; da secretária de Planejamento, Leany Lemos; do secretário de Gestão Administrativa, Alexandre Lopes; e do chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, Rollemberg esteve na Presidência da Câmara Legislativa para entregar pessoalmente o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) e o Plano Plurianual (PPA). Cerca de 1h antes de anunciar o pacote de medidas, no Palácio do Buriti, pediu “união” por Brasília e entregou um ofício, no qual explicou o porquê da suspensão do reajuste dos servidores. No documento, citou um deficit de R$ 6,5 bilhões da atual gestão, chamou de “irresponsável” o governo anterior e citou o estouro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com os gastos de pessoal.

A crítica mais contundente é do PT. Segundo o distrital Chico Vigilante, líder da oposição na Casa, o governo está “perdido” e repete o discurso desde a posse. “O governador apenas reiterou o que vem dizendo desde o primeiro dia. Falta comunicação com os deputados da base. Nós vamos lutar contra aumentos e suspensão de reajustes”, afirmou. Para Cláudio Abrantes (PT), o motivo de questionamento se estende à tarifa de transporte. “Parece mais justo fiscalizar melhor a área do que elevar os preços mais uma vez”, afirmou. O também petista Ricardo Vale afirmou que o GDF “deveria negociar dívida ativa de aproximadamente R$ 17 bilhões com empresas e sociedade”. “Talvez se o governo tivesse se concentrado desde o início nessas negociações, não sacrificaria a sociedade com esse pacote que, certamente, vai aumentar a recessão do DF”, reclamou.

Fonte: Correio Braziliense