Da redação
Entre o verão e o início do outono, o Distrito Federal registra aumento no aparecimento de diversas espécies de lagartas. A Lonomia obliqua, conhecida como lagarta de fogo, é a única com potencial para causar envenenamento sistêmico, conforme autoridades de saúde locais, que alertam para os riscos nesse período.
O contato direto com as cerdas dessa lagarta pode resultar em dor intensa e sensação de ardência imediata. Em situações mais graves, vítimas apresentam sangramentos e alterações na coagulação, exigindo atenção médica especializada. Entre 2020 e 2024, foram contabilizados 61 acidentes confirmados envolvendo esse animal na capital federal.
O Hospital Regional da Asa Norte foi designado como unidade de referência para atendimento dessas ocorrências no Distrito Federal. Profissionais de saúde recomendam que, ao identificar sintomas após contato com lagartas, pessoas procurem assistência médica rapidamente para avaliação e tratamento adequados.
A principal orientação das autoridades é evitar qualquer contato físico com exemplares da Lonomia obliqua. Além disso, recomenda-se atenção redobrada, especialmente por parte de crianças, que costumam estar mais expostas ao risco em jardins e áreas arborizadas durante esse período do ano.
O soro antilonômico, desenvolvido pelo Instituto Butantan, desempenha papel essencial na neutralização do veneno. A substância é produzida a partir das cerdas coletadas das próprias lagartas, razão pela qual especialistas reforçam que não se deve matar esses animais, mas sim buscar orientação adequada em casos de acidente.
Segundo informações oficiais, o aumento do número de acidentes ocorre principalmente nos meses mais quentes, quando há maior presença da lagarta de fogo em áreas urbanas e rurais. O soro antilonômico está disponível na rede pública e integra os protocolos de emergência para tratamento dessas ocorrências.







