Da redação do Conectado ao Poder
O Distrito Federal teve um aumento de 6,5% nos transplantes, ressaltando seu papel como referência nacional em saúde.

Nos primeiros quatro meses de 2025, o Distrito Federal registrou 655 transplantes de órgãos, demonstrando um crescimento de 6,5% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram realizados 615 procedimentos. Desse total, 599 foram cirurgias de urgência, destacando a demanda vital por doações.
Os tipos de transplantes disponíveis no DF incluem coração, rim, fígado, pele, córneas e medula óssea. No setor privado, as mesmas modalidades estão disponíveis, exceto o transplante de pele, que é realizado exclusivamente no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O Hospital de Base e o Hospital Universitário de Brasília também realizam transplantes de rim e córnea.
O Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) é um dos principais responsáveis por esses procedimentos, tendo assegurado parcerias que fortalecem a logística necessária para o transporte dos órgãos doados. “O DF se tornou um centro de referência para todo o país na área de transplantes”, afirmou Marcos Antônio Costa, superintendente do ICTDF.
A Central Estadual de Transplantes (CET) é a responsável por coordenar as atividades de doação e transplante. Maria de Lourdes Worisch, gerente geral de Assistência do ICTDF, ressaltou a complexidade do trabalho: “Desde a escolha do doador até o preparo do receptor, existem muitos passos para garantir a eficácia do transplante”.
Com mais de 2.800 transplantes realizados desde 2009, o ICTDF também é o único local no DF que realiza transplantes cardíacos, tanto em adultos quanto em crianças, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, já foram contabilizados 133 transplantes até junho, enquanto no ano anterior foram 261.
Os desafios logísticos são significativos, com cada órgão tendo sua própria janela de tempo para ser transplantado. O coração, por exemplo, deve ser transplantado em até quatro horas após a captação, enquanto o fígado tem um prazo de 12 horas, e os rins, 48 horas. O instituto conta com a ajuda da Força Aérea Brasileira e outras entidades para garantir a entrega dos órgãos a tempo.
A doação de órgãos tem sido um tema crucial. A diretora da CET, Daniela Salomão, destacou a necessidade de aumentar o número de doadores: “Precisamos incentivar a doação, pois há mais pacientes na fila do que doações disponíveis. Quanto mais doações, menor o tempo de espera para quem precisa”.
A conscientização sobre a doação é vital, e os especialistas aconselham que as intenções de doação sejam discutidas com a família, uma vez que a decisão final fica a cargo deles. Robério Melo, um transplantado de fígado, enfatizou a importância da doação: “Graças à doação da família de um jovem, estou aqui. O transplante salva vidas e dá uma nova chance àquelas pessoas que precisam”.
Com um sistema de transplantes complexo e uma rede de referência em crescimento, o DF continua avançando na área, com o compromisso de atender a uma demanda crescente pela doação de órgãos e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.






