Da redação
O Distrito Federal voltou a liderar o índice de desigualdade de renda do Brasil em 2025, conforme dados divulgados em 8 de maio pelo IBGE. O levantamento da PNAD Contínua apontou índice de Gini de 0,570 na região, o mais alto entre todas as unidades da Federação, refletindo aumento da disparidade pelo terceiro ano consecutivo.
Apesar do avanço da concentração de renda, o DF manteve o maior rendimento médio domiciliar per capita do país, chegando a R$ 4.401 em 2025, aumento nominal de 27,7% ante 2024. No entanto, a distribuição desse crescimento foi desigual, beneficiando principalmente as faixas de renda mais altas e ampliando as diferenças internas.
Nesse cenário, os 10% mais ricos receberam em média R$ 18.575 por pessoa, 19,7 vezes mais que os 40% mais pobres, cuja média ficou em R$ 941. Entre o 1% mais rico, a renda média per capita saltou para R$ 43.048, 45,7 vezes superior à dos 40% de menor rendimento, demonstrando forte concentração.
Disparidades de renda também acompanham linhas de gênero, raça e escolaridade. Em 2025, a renda média dos homens foi de R$ 6.981, contra R$ 5.560 das mulheres. No recorte racial, brancos atingiram média de R$ 8.435, enquanto pretos receberam R$ 3.981. Para quem concluiu ensino superior, o rendimento médio foi de R$ 10.356, caindo para R$ 1.827 entre quem não concluiu o ensino médio.
A informalidade no trabalho atingiu 28,1% dos ocupados no DF no primeiro trimestre de 2026, equivalente a cerca de 439 mil pessoas, com destaque para o trabalho doméstico. Das 93 mil pessoas nesse setor, 62 mil estavam sem carteira assinada, o que representa 66,7% da categoria, aumento expressivo em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo pesquisa divulgada em 2025 pelo Dieese e IPEDF, as famílias ricas no DF acumulam quase dez vezes mais renda que as mais pobres, possuem menos moradores por domicílio e têm maior estabilidade no emprego. Por outro lado, os lares mais pobres enfrentam mais desemprego e são majoritariamente chefiados por mulheres, evidenciando a persistência das desigualdades estruturais na região.




