Da redação
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu publicamente, nesta semana, a indicação da deputada Júlia Zanatta (PL-SC) como vice na possível chapa encabeçada por seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para as eleições de 2026. Ele fez a manifestação em publicação na rede social X.
Na imagem compartilhada, Flávio e Zanatta aparecem abraçados. Eduardo Bolsonaro afirmou que a parlamentar catarinense é “leal” e “estaria à altura do cargo”. Segundo ele, as críticas feitas por setores da esquerda seriam um sinal positivo da escolha da possível candidata a vice.
Júlia Zanatta foi eleita deputada federal pela primeira vez em 2022, totalizando mais de 111 mil votos. Durante sua atuação na Câmara, destacou-se no motim realizado por deputados bolsonaristas em agosto de 2025 após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), posteriormente condenado definitivamente por envolvimento em uma trama golpista.
Na ocasião, Zanatta levou sua filha de quatro meses para o protesto que impediu o acesso do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), à presidência. A presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da OAB-SP, Thaís Dantas, afirmou que a criança foi “usada como objeto” e que haveria indícios de violação ao ECA.
Em resposta ao episódio, Hugo Motta sugeriu a suspensão do mandato de Zanatta e outros envolvidos por seis meses, enquanto o corregedor Diego Coronel (PSD-BA) recomendou censura escrita. O processo segue em tramitação. Além disso, Zanatta teve embates com parlamentares de esquerda, incluindo discussão com a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ).
A possibilidade de uma mulher ocupar o posto de vice tem sido defendida por aliados para atrair o eleitorado feminino. Pesquisa Genial/Quaest divulgada no dia 10 mostra que Lula (PT) lidera sobre Flávio Bolsonaro por 10 pontos percentuais no geral e 17 pontos entre mulheres. Também é citado o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para a vice.





