Da redação
As eleições de 2022 para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso destacaram o impacto do sistema proporcional brasileiro sobre a representação política estadual. Ao todo, 2.469.414 eleitores estavam aptos a votar, mas a taxa de comparecimento ficou em torno de 81,66%, com abstenção de 23,37%, mantendo a tendência de aumento das ausências desde 2012. O eleitorado mato-grossense é majoritariamente feminino (51%), pardo (60,51%) e concentrado nas faixas etárias economicamente ativas, principalmente de 35 a 39 anos.
No aspecto educacional, a maioria dos eleitores possui ensino médio completo (26,20%), seguido por fundamental incompleto (21,20%) e médio incompleto (17,95%). Apenas 13,32% têm ensino superior completo e 3,30% são analfabetos, indicando uma base social diversificada que exige estratégias eleitorais amplas e específicas.
O pleito definiu 24 deputados estaduais, dentre eles Janaína Riva (MDB) com 82.124 votos e Max Russi (PSB) com 70.328 votos, liderando a votação. Destaca-se que 33,33% dos eleitos conquistaram as cadeiras pelas “sobras”, em razão do desempenho global das legendas, evidenciando que votos coletivos e quocientes partidários foram decisivos. Os partidos de direita ficaram com 54,54% das cadeiras, centro com 27,27% e esquerda com 18,18%.
A lista dos partidos mais representativos inclui MDB, União Brasil e PSB, cada um com quatro deputados estaduais eleitos. Entre os mecanismos do sistema proporcional, o voto na legenda e a competitividade interna da chapa foram elementos fundamentais para o sucesso eleitoral.
O resultado confirma: em Mato Grosso, votos individuais expressivos não garantem posse se o candidato não estiver inserido em projetos coletivos e bem planejados. Para 2026, partidos que souberem mobilizar o eleitor não comparecente e montar nominatas estratégicas tendem a ter vantagem na disputa parlamentar estadual.






