Da redação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias à Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre relatório da Polícia Federal (PF) que indiciou Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, e outros 14 investigados no caso de fraudes financeiras envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB).
Mendonça, relator do caso Master, também fixou o mesmo prazo para análise do pedido dos investigadores de prorrogar a apuração por mais 60 dias. Na semana passada, eles concluíram o relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero.
O relatório atribui a Vorcaro “participação pessoal, reiterada e diretiva” em operações do Banco Master com carteiras de crédito irregulares. O prejuízo apurado é de cerca de R$ 2,7 bilhões; parte decorre de carteiras inexistentes em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, que fez transações com o BRB.
Vorcaro está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. Após a conclusão parcial da investigação, a defesa criticou o indiciamento e disse que os investigadores “se limitam a repetir a mesma narrativa” e não conseguiram avançar na apuração.
“O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo”, afirmou a defesa.




