Da redação
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou neste sábado (21) que o país não cederá à pressão das potências mundiais nas negociações nucleares com os Estados Unidos. Em discurso transmitido pela TV estatal, Pezeshkian afirmou: “As potências mundiais estão se unindo para nos forçar a baixar a cabeça, mas não baixaremos a cabeça, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”.
As declarações ocorreram em meio a novos protestos em diferentes cidades do Irã, com destaque para manifestações estudantis em diversas universidades de Teerã. Estudantes e grupos contrários ao regime entraram em confronto com apoiadores do governo, especialmente em uma universidade de engenharia na capital, onde, segundo a AFP, vídeos mostram manifestantes gritando “bi sharaf” (“vergonha”, em persa) e arremessando pedras.
Protestos também foram registrados nas universidades Beheshti e Amir Kabir, em Teerã, além da Universidade de Mashhad, conforme vídeos divulgados pelo grupo de direitos humanos HAALVSH, não verificados pela Reuters. Na cidade de Abdanan, no oeste, manifestantes protestaram após a prisão de um professor ativista, com gritos de “morte a Khamenei” e “morte ao ditador”.
Os atos atuais têm origem em uma crise financeira que se agravou em dezembro, culminando em janeiro na pior onda de protestos desde 1979. Segundo fonte do próprio regime à Reuters, ao menos 5.000 pessoas morreram na repressão.
No cenário internacional, o presidente americano Donald Trump declarou na sexta (20) que considera a possibilidade de um ataque militar limitado contra o Irã. Fontes à Reuters afirmam que o planejamento militar dos EUA já está avançado, incluindo opções como ataques a líderes específicos. A população iraniana demonstra temor por um novo conflito, especialmente após o confronto direto contra Israel, em junho de 2025, que terminou com um cessar-fogo frágil após 12 dias de combates.





