Da redação
O Senado Federal realizou nesta segunda-feira (8), em Brasília, uma sessão especial pelo Dia Mundial dos Oceanos, destacando a preocupação com a poluição marítima e ressaltando o papel do Brasil na conservação oceânica. Autor do requerimento, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) presidiu o evento para propor reflexão sobre a importância dos mares para o equilíbrio planetário.
Nos discursos, parlamentares e especialistas enfatizaram os riscos do despejo de plásticos nos oceanos, a relevância econômica do setor e a necessidade de integração entre progresso e meio ambiente. “A economia oceânica seria a quinta maior do mundo”, afirmou Nelsinho Trad, defendendo desenvolvimento aliado à preservação ambiental.
Anna Flávia de Senna Franco, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, apontou o oceano brasileiro como motor econômico do país, além de patrimônio ambiental diante das mudanças climáticas e da poluição crescente. “Renovamos o compromisso do Brasil com a conservação, o uso sustentável e a governança responsável dos ambientes marinhos e costeiros”, declarou.
O contra-almirante Robledo de Lemos Costa Sá, responsável pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, afirmou que “cuidar do oceano é cuidar do futuro do Brasil” e defendeu gestão integrada com ampla participação social. Para Segen Stefen, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas, o enfrentamento das mudanças climáticas passa pela ciência oceânica e pela busca de uma economia de baixo carbono.
A discussão também abordou o papel do Congresso nos compromissos internacionais, como a Meta 30×30 para proteção de 30% dos oceanos até 2030. Carolina Cardoso, da PainelMar, alertou para projetos que buscam liberar mineração no mar, enquanto a professora Carina Oliveira defendeu a ratificação do Tratado do Alto-Mar, mas destacou desafios em transformar compromissos em ações concretas.
O depoimento empírico ficou por conta da velejadora Heloísa Schürmann, que relatou as mudanças nos mares nas últimas décadas. Comunidades tradicionais, representadas pelo pescador Carlos Alberto Pinto dos Santos, também cobraram respeito ao conhecimento local diante das soluções para as crises climáticas que afetam o oceano. O Brasil é citado como oitavo maior poluidor de plásticos do mundo e principal na América Latina.





