Da redação
Usuários e empresas celebram nesta quinta-feira (2) o Dia Mundial da Senha, data criada para alertar sobre segurança digital diante do aumento de vazamentos de dados e invasões de contas. O objetivo é reforçar a necessidade de fortalecer hábitos de proteção em um cenário de avanço de crimes virtuais.
Especialistas apontam que, apesar da evolução das tecnologias de segurança, senhas continuam sendo um dos principais pontos vulneráveis para ataques digitais. Segundo eles, o maior risco está nos hábitos dos usuários que optam por combinações simples e repetidas, facilitando a ação de criminosos. Rodrigo Fragola, especialista em Inteligência Artificial e Cybersegurança, alerta: “Muitas pessoas ainda utilizam senhas previsíveis e repetem a senha em vários serviços”.
Outro comportamento de risco envolve o não alteração de senhas padrão em dispositivos conectados, como roteadores e câmeras de segurança. Romulo Valadares, professor na Uniceplac, ressalta: “Reutilizar senhas, usar combinações simples como ‘123456’ e não ativar a verificação em duas etapas facilita invasões”. Anotar senhas em locais inseguros, como bloco de notas digital, também eleva os riscos.
Os roubos de credenciais acontecem por ataques a sistemas, falhas em empresas ou por meio de golpes como phishing, em que links falsos são enviados para capturar dados das vítimas. Conforme Fragola, “credenciais vazadas podem começar a ser exploradas em questão de minutos ou poucas horas”. Criminosos ainda reutilizam informações de plataformas menos seguras para acessar outros serviços.
Entre as consequências dos vazamentos, estão prejuízos financeiros, roubo de identidade digital e golpes aplicados a contatos das vítimas. Fragola destaca que as invasões podem comprometer contas pessoais, aplicativos bancários e até sistemas corporativos, levando à perda de acesso e fraudes.
A pesquisa da Kela revelou que quase 2,9 bilhões de credenciais foram comprometidas em 2025. Para monitorar se há vazamentos, especialistas sugerem conferir alertas de navegadores e plataformas especializadas, como o serviço internacional Have I Been Pwned. Recomendações incluem senhas longas, autenticação em dois fatores e evitar clicar em links desconhecidos.







