Da redação
Embarcações comerciais e marinheiros seguem sob ataques no Estreito de Ormuz, durante o agravamento do confronto entre Estados Unidos e Irã. O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Domínguez, condenou as ofensivas contra navios ocorridas nos últimos dois dias, chamando-as de “ataques imprudentes” que expõem marinheiros inocentes a riscos severos.
Segundo agências de notícias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irã “acabou” após bombardeios sucessivos. O Comando Central das Forças Armadas americanas declarou, em nota, que realizou uma nova operação contra o Irã, atingindo mais de 80 alvos, como resposta a ações iranianas contra três navios comerciais. O governo do Irã repudiou os ataques, classificando-os como violação de acordo prévio entre os países e prometeu reagir.
Arsenio Domínguez informou ao Conselho da Organização Marítima Internacional que um plano de evacuação iniciado no fim de junho retirou 136 embarcações e aproximadamente 2.900 marinheiros do Estreito de Ormuz, usando rotas alternativas devido ao perigo das minas marítimas. A operação foi suspensa depois que as condições de segurança se agravaram, deixando cerca de seis mil marinheiros retidos na região.
A Organização Marítima Internacional pede que todos os países envolvidos adotem contenção máxima, reduzam a escalada do conflito e viabilizem a saída em segurança das embarcações restantes no Golfo Pérsico. O contexto inclui relatos de ataques a navios e dificuldades enfrentadas por marinheiros civis, com operações de resgate limitadas pela insegurança nas principais rotas marítimas.




