Da redação
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira, 27, a adoção de medidas para impedir a entrada do vírus ebola no país. A iniciativa ocorre em meio à epidemia de febre hemorrágica que afeta a República Democrática do Congo (RDC), segundo comunicado do secretário de Estado Marco Rubio durante reunião na Casa Branca.
Rubio afirmou que o governo dos EUA atua “sem descanso para conter essa crise nos países onde ela está atingindo atualmente, na RDC” e ressaltou: “Não podemos e não vamos permitir que sequer um caso de ebola entre nos Estados Unidos”. O encontro contou com a presença do presidente Donald Trump.
Entre as ações anunciadas, estão controles sanitários ampliados para viajantes americanos que estiveram na RDC, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. Esses passageiros serão redirecionados obrigatoriamente aos aeroportos de Washington, Atlanta e Houston para avaliação médica.
O governo também informou que residentes permanentes dos Estados Unidos que tenham passado ou transitado recentemente por esses países terão a entrada no território norte-americano proibida por um período inicial de 30 dias. A medida busca dificultar a circulação do vírus em caso de contágio não identificado.
Adicionalmente, os Estados Unidos pretendem abrir um centro de quarentena no Quênia, destinado especialmente a americanos que necessitem deixar rapidamente a RDC e precisem de isolamento. Um funcionário do governo explicou que a instalação evitaria a necessidade de deslocamento direto até os Estados Unidos em situações suspeitas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou até o momento mais de 1.000 casos suspeitos da doença, incluindo 223 mortes. Autoridades sanitárias internacionais, porém, avaliam que os números podem estar subestimados diante das dificuldades operacionais enfrentadas na região.




