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Evento Ciência Aberta do CNPEM reúne 30 mil pessoas em maio e amplia referência científica


Da redação

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) promoveu nos dias 29 e 30 de maio, em Campinas, São Paulo, a mais recente edição do Ciência Aberta, um dos maiores eventos de divulgação científica da América Latina. O evento, realizado para aproximar sociedade e ciência, reuniu cerca de 30 mil participantes.

A sexta-feira foi voltada aos estudantes, com 284 caravanas vindas de 10 estados brasileiros, Distrito Federal e uma delegação do Paraguai, destacando a abrangência do evento. Os ingressos destinados a grupos escolares se esgotaram em menos de 24 horas, ainda em março, evidenciando o interesse crescente na área científica.

O estado de São Paulo respondeu por 252 caravanas, seguido de Minas Gerais com 21. Entre as cidades com maior número de caravanas estavam Campinas, São Paulo, Hortolândia, Paulínia, Sorocaba, Sumaré, Poços de Caldas e Piracicaba, com predominância de escolas públicas e estudantes do ensino médio.

Durante os dois dias, o evento contou com cerca de 100 atividades interativas. No mesmo período, os visitantes doaram 5,1 toneladas de alimentos a instituições, além de receberem 1.200 mudas de plantas. Pela primeira vez, o acesso foi garantido apenas mediante retirada antecipada de ingressos, todos esgotados previamente.

O diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque da Silva, ressaltou: “O Ciência Aberta do CNPEM é mais do que uma celebração das ações do nosso Centro, é uma forma de reconhecer o trabalho coletivo (…). Cada avanço apresentado ao público carrega o esforço silencioso de gerações que apostaram no conhecimento, na cooperação e no futuro”. A programação incluiu debates sobre Inteligência Artificial na educação, tecnologias quânticas, biodiversidade amazônica, fósseis, terras raras e saúde.

O CNPEM abriga um ambiente científico multidisciplinar, supervisionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com atuação em saúde, energia, materiais e sustentabilidade. É responsável pelo Sirius e pelo projeto Orion, e desenvolve pesquisas em laboratórios de luz síncrotron, biociências, nanotecnologia, biorrenováveis, além de oferecimento de formação em ciência e tecnologia.