Da redação
Uma missão de segurança realizada na fronteira entre Israel, Gaza e Egito pela União Europeia ocorreu sem a participação de mulheres na equipe de planejamento, resultando no envio de uma tropa exclusivamente masculina. Segundo Cristina Gallach, diretora executiva interina da Global Women Leaders Voices, a ausência feminina impediu a revista adequada de mulheres civis, demonstrando o impacto concreto da exclusão das mulheres em decisões estratégicas.
Gallach relata que, desde o início de sua carreira no jornalismo, enfrentou disparidades de gênero, com mulheres desempenhando funções de apuração enquanto os cargos executivos eram ocupados por homens. Sua ascensão em organizações internacionais foi impulsionada por redes de apoio e mentorias femininas, processo que culminou com sua liderança na implementação da primeira estratégia de igualdade de gênero no Departamento de Informação Pública das Nações Unidas.
Iniciativas de capacitação promovidas por sindicatos e governos têm alterado o cenário em países como Tanzânia e Marrocos. No setor de trabalho doméstico tanzaniano, o sindicato Chodawu, com apoio da ONU e da Organização Internacional do Trabalho, capacitou mais de 1,2 mil mulheres, fortalecendo sua presença nas instâncias decisórias. No Marrocos, o programa Direction Femmes, implementado por Wafa Asri, aumentou a representação feminina em cargos de liderança no Ministério do Emprego de menos de 20% para cerca de 35%.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho, apenas 48% das mulheres estavam no mercado de trabalho formal em 2025, ante 73% dos homens, e elas recebem em média 23% menos que os homens, além de realizarem mais de três quartos do trabalho de cuidado não remunerado mundialmente. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, as mulheres ocupam cerca de 38% dos cargos gerenciais e pouco mais de 31% das posições de liderança globalmente.





