Da redação
Aliados de Michelle Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmam não ver sinais de reconciliação entre os dois, admitindo que a ex-primeira-dama deverá se manter distante da pré-campanha presidencial do enteado. Michelle comunicou esta posição a Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao deixar a presidência do PL Mulher e cogitar não disputar a eleição ao Senado.
Segundo relatos, o encontro entre Michelle e Valdemar foi tenso. Costa Neto sugeriu que Michelle justificasse seu vídeo sobre Flávio afirmando estar emocionalmente abalada, mas ela se recusou. Michelle declarou ter refletido e orado antes da gravação, mantendo o teor das afirmações. Amigos de Flávio indicam que ele busca dialogar com a madrasta desde o início do ano e avalia que deve expressar boa vontade publicamente.
Conforme aliados, Michelle optaria pelo silêncio durante a campanha, dedicada à filha mais nova e ao marido, Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar prorrogada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Parlamentares, como Damares Alves (Republicanos-DF) e Celina Leão (PP-DF), têm insistido para que Michelle não desista da disputa ao Senado pelo Distrito Federal, sob o argumento de que sua saída desestimularia a participação feminina na política.
Michelle já foi considerada figura estratégica para a campanha pelo apelo entre mulheres e evangélicos. Nas eleições de 2022, esteve ao lado de Celina e Damares em campanha pelo marido. Segundo a pesquisa Genial/Quaest de 10 de junho, Lula lidera com 39% no primeiro turno, contra 29% de Flávio; entre mulheres, Lula atinge 41%, e Flávio, 24%.




