Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do bolsonarismo à Presidência da República, embarca na próxima segunda-feira (19) para seu primeiro giro internacional no ano eleitoral. O principal destino é Israel, onde participará, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de uma conferência contra o antissemitismo em Jerusalém nos dias 26 e 27 de janeiro, evento que contará com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
Após a passagem por Israel, Flávio seguirá para Bahrein e Emirados Árabes. Segundo aliados, o objetivo é estreitar relações com lideranças de direita no mundo, como Netanyahu. A missão foi articulada por Eduardo Bolsonaro, que desde março reside nos Estados Unidos, onde negociou com o governo Donald Trump tentativas de retaliação ao Brasil e autoridades brasileiras, a fim de barrar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na trama golpista.
Assessores afirmam que a viagem pode se estender a países europeus, e Flávio planeja ainda visitar Argentina, governada por Javier Milei, e Chile, onde José Antonio Kast venceu as eleições, nesta ou em próximas viagens. No ano passado, o senador esteve em El Salvador, inspiração para o bolsonarismo por seu governo de ultradireita liderado por Nayib Bukele.
O Senado autorizou ausência oficial de Flávio entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. O retorno ao Brasil está previsto para 15 de fevereiro, após o fim do recesso parlamentar.
O ministro israelense Amichai Chikli, responsável pelo evento contra o antissemitismo, publicou o convite nas redes sociais, compartilhado por Flávio. Chikli atribui o avanço do antissemitismo ao “fanatismo islâmico”, apoiado pela “esquerda fraca e falsa direita”. Integrantes da pré-campanha afirmam que, após a viagem, Flávio pretende percorrer estados brasileiros, com foco em Minas Gerais.






