Da redação
A Venezuela obteve acesso a 346 milhões de dólares, cerca de 1,77 bilhão de reais, do Fundo Monetário Internacional (FMI), recursos que estavam bloqueados, para financiar a reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos de 24 de junho. A liberação foi informada por Delcy Rodríguez, presidente interina.
Segundo Rodríguez, os fundos vão apoiar as famílias afetadas em moradia, infraestrutura e serviços públicos essenciais. A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, confirmou a retirada parcial da reserva venezuelana no Fundo, destacando solidariedade ao povo venezuelano durante o processo de recuperação dos terremotos.
De acordo com o FMI, segue em andamento o trabalho com parceiros-chave para viabilizar o acesso do país aos próprios recursos para necessidades humanitárias urgentes. As relações institucionais entre Venezuela, FMI e Banco Mundial, interrompidas desde 2019, foram retomadas após anúncio conjunto em abril, depois que os Estados Unidos realizaram incursão militar contra Nicolás Maduro naquele ano.
A reunião mais recente entre o vice-presidente setorial de Economia e Finanças, Calixto Ortega Sánchez, e Georgieva ocorreu no final de maio. O saldo venezuelano na instituição é de 3,568 bilhões em direitos especiais de saque (DES), equivalente a aproximadamente 5,1 bilhões de dólares, que seguem parcialmente bloqueados em razão do não reconhecimento de Maduro pelo FMI. A última reunião formal entre Venezuela e FMI havia ocorrido em 2004.




