Da redação
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu abrir à imprensa a reunião de conciliação sobre o socorro ao Banco de Brasília (BRB), agendada para quinta-feira, às 16h15, no plenário da Segunda Turma do STF, em Brasília. Segundo Fux, a medida ocorre em meio à troca de acusações entre Governo do Distrito Federal (GDF), setor privado e União quanto ao fornecimento de documentos considerados essenciais para análise da operação.
O governo distrital, controlador do BRB, atribui ao setor privado e à União uma suposta “inércia” após a primeira rodada de negociações realizada em maio. De acordo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e o consórcio dos principais bancos do país, ambos convidades a participar com garantias ou aporte financeiro, eles ainda não tiveram acesso a todos os documentos necessários para tomar uma decisão.
O acordo para tentar viabilizar o salvamento do BRB foi firmado há três meses entre o GDF e o governo federal, que, segundo relatos oficiais, resiste a se envolver diretamente na operação. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), solicitou ao STF que intermediasse o impasse. Conforme petição enviada ao Supremo, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) sustentou falta de ação por parte do FGC e da União.
Fux intimou para a reunião o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima; o presidente do BRB, Nelson de Souza; a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, representante do consórcio bancário; além dos procuradores gerais do Banco Central, Cristiano Cozer, e do Distrito Federal, Diana Ramos. O Banco do Brasil pode ser substituído como instituição representante do consórcio.





