Da redação
Solos instáveis, localização em área sísmica e falhas nas construções contribuíram para o duplo terremoto na Venezuela, de acordo com especialistas. Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 causaram ao menos 6.300 mortos, 23 mil desabrigados e afetaram 1.046 edificações em La Guaira e Caracas.
Segundo Feliciano De Santis, presidente da Sociedade Venezuelana de Geólogos, o solo de La Guaira é formado por sedimentos não consolidados, o que amplificou os efeitos dos sismos. “Durante os terremotos, houve uma amplificação do sinal sísmico”, explicou o engenheiro, destacando a necessidade de estudos geotécnicos em futuras construções.
Relatórios oficiais indicam que quase 22 mil residências tiveram danos severos ou estão em situação de alto risco, especialmente nos bairros consolidados após o deslizamento de 1999. Kit Miyamoto, engenheiro japonês apoiado pelos Estados Unidos, apontou falhas na profundidade das barras de aço usadas nas estruturas: “Não é assim como deveria ser”, disse.
Em La Guaira, torres construídas entre 2011 e 2013 pelo governo Hugo Chávez sofreram colapsos severos: 16 desabaram e as demais apresentam danos estruturais, conforme o Armando.Info. O Colégio de Engenheiros da Venezuela informou que prédios antigos de Caracas também ruíram. A presidente interina Delcy Rodríguez determinou ações militares e prometeu entregar cerca de quatro mil residências.





