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Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, depõe hoje no Congresso dos EUA

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Da redação

A britânica Ghislaine Maxwell, cúmplice do criminoso sexual Jeffrey Epstein, comparece nesta quarta-feira (15) a uma sessão fechada da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Presa e condenada a 20 anos por tráfico sexual de menores, Maxwell participa por videoconferência, diretamente da penitenciária onde cumpre pena.

A expectativa é que Maxwell invoque seu direito de permanecer em silêncio, garantido pela Quinta Emenda da Constituição dos EUA. Advogados solicitaram imunidade à cliente para que ela pudesse testemunhar, pedido rejeitado pelo Congresso. Segundo os defensores, sem essa proteção, ela não se pronunciará. “Prosseguir nessas circunstâncias não serviria para outra coisa senão um puro espetáculo político”, escreveram em carta.

A oitiva, comandada por parlamentares republicanos, faz parte de uma investigação sobre as relações de Epstein com figuras públicas e a forma como seu caso foi administrado pelas autoridades. No final de janeiro, o governo dos EUA divulgou novos documentos ligados ao caso, expondo nomes de líderes políticos e empresariais conectados a escândalos envolvendo Epstein. Apesar disso, não há previsão de novas acusações.

A carreira criminosa do financista nova-iorquino começou em 2008, quando foi condenado por solicitar prostituição de uma menor. Em 2019, antes de ser julgado por novas acusações de exploração sexual envolvendo mulheres e menores, foi encontrado morto em sua cela.

A participação de Maxwell é parte dos esforços do Congresso para esclarecer a extensão das redes de influência de Epstein, que resultaram em renúncias políticas e grande repercussão internacional.