Da redação do Conectado ao Poder
Os governadores de SP, MG e GO apontam Lula como responsável por complicações nas relações Brasil-EUA.

Governadores de São Paulo, Minas Gerais e Goiás atribuíram ao presidente Lula a responsabilidade pela nova tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A decisão, anunciada no dia 9 de julho por Donald Trump, gerou uma forte repercussão política no Brasil, reacendendo animosidades entre governistas e opositores.
A carta de Trump, que elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi vista como um move estratégico para fortalecer os laços políticos com a direita no Brasil. O governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo e apoiador de Trump, manifestou forte oposição à atual administração, afirmando que “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado”. Ele criticou o governo por não buscar negociações e por promover um alinhamento com regimes autocráticos.
Romeu Zema, governador de Minas Gerais, se uniu às críticas, ponderando que as decisões governamentais custarão caro a empresas e trabalhadores brasileiros. “As empresas e os trabalhadores brasileiros vão pagar, mais uma vez, a conta do Lula, da Janja e do STF”, declarou. Ele ressaltou que a falta de diplomacia e provocativas públicas resultarão em consequências financeiras para a população.
Ronaldo Caiado, governador de Goiás, comparou a postura de Lula ao do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, destacando que as atitudes do líder petista configuram uma afronta desnecessária ao governo americano. “Lula, de caso pensado, declara uma guerra contra o Congresso Nacional”, afirmou Caiado, que também pediu a criação de uma comissão parlamentar para dialogar com Washington, visando evitar um rompimento nas relações diplomáticas.
Apesar do clima controverso, o governador do Paraná, Ratinho Junior, manteve uma postura neutra, enfatizando que seu foco é no trabalho e não em disputas políticas. A tarifa de Trump marca um novo capítulo nas relações Brasil-Estados Unidos, enquanto os governadores utilizam o episódio para se posicionar em um cenário político cada vez mais polarizado.







