Da redação
O Governo do Distrito Federal realizou uma reunião na quarta-feira, 6 de maio, com a Comissão de Negociação do Sinpro após mobilização dos professores em 23 de abril. O encontro teve como foco principal o encaminhamento de demandas prioritárias, incluindo a continuidade da reestruturação da carreira do magistério.
Participaram da reunião a governadora do DF, Celina Leão, os secretários Iêdes Braga (Educação), Valdivino de Oliveira (Economia) e Clemilton Oliveira Junior (Governança Digital), além do deputado distrital Gabriel Magno, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Legislativa.
Entre as reivindicações apresentadas pelo Sinpro, constou a regularização dos pagamentos a professores temporários, que vêm enfrentando problemas salariais desde o início do ano devido a falhas no sistema EducaDF e gestão administrativa. O governo garantiu que ajustes necessários serão realizados na folha suplementar de maio.
O sindicato também pediu agilidade no Grupo de Trabalho instituído para debater as demandas. O GT, cuja criação foi publicada no Diário Oficial do DF em 4 de maio, discutirá, entre outros pontos, as falhas do EducaDF. O GDF prometeu corrigir os problemas do sistema em até 10 dias.
Outros temas abordados envolveram a nomeação de 718 vagas, zeragem do banco de aprovados do concurso de 2022 e novos certames. O governo afirmou que a convocação das vagas deve ser feita nas próximas semanas e que estudos para realização de novo concurso estão em andamento, conforme previsão do edital até o primeiro semestre de 2026.
Também foram discutidos o cumprimento de pautas do acordo de greve de 2023, como o atestado por acompanhamento de cônjuges, e o reajuste do auxílio-alimentação, congelado em R$ 640 há quatro anos. O Sinpro sugeriu mudanças no Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), questionando a eficiência da ferramenta e relatando dificuldades operacionais enfrentadas pelas escolas.







