Da redação
Pelo menos nove ocorrências policiais relacionadas a pessoas em situação de rua foram registradas em diferentes regiões do Distrito Federal entre 28 de julho e 12 de agosto, conforme levantamento do governo local. Os casos envolvem agressões, roubos, sequestro de uma idosa e um homicídio com 36 golpes de faca, reacendendo discussões sobre segurança, assistência social e atendimento em saúde mental.
Entre as ocorrências, está a morte de um homem em situação de rua durante ação policial na Asa Sul, após ele invadir apartamentos e manter uma idosa de 97 anos refém. Em Taguatinga, outro homem foi preso suspeito de matar um servidor do Senado Federal com 36 facadas. Foram registrados ainda ataques contra uma criança de cinco anos, uma mulher em parada de ônibus, um zelador, além de assalto a uma loja de conveniência e agressão contra uma jornalista.
Diante da sequência de episódios, a governadora Celina Leão (PP) anunciou um novo protocolo para atender casos com pessoas em situação de rua que apresentem transtornos mentais graves ou estejam em vulnerabilidade extrema. De acordo com a medida, equipes de assistência social devem acompanhar as abordagens da Polícia Militar. Se houver prisão em flagrante, o delegado poderá acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para avaliar a necessidade de encaminhamento ao Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga Sul.
O governo planeja ainda transferir o Centro de Referência para População em Situação de Rua (Centro Pop) atualmente localizado na Asa Sul, mesmo diante de questionamentos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e do Tribunal de Contas do DF (TCDF). Segundo Celina, o novo espaço terá controle de acesso e oferecerá serviços como alimentação, higiene, emissão de documentos, saúde e assistência social. A governadora afirmou que pretende ampliar o acolhimento e adotar medidas contra ocupações irregulares em áreas públicas.





