Da redação
O governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial nesta semana para preparar respostas e gerenciar possíveis desastres provocados pelo Super El Niño, previsto para atingir várias regiões do país a partir de julho. A estrutura, coordenada pela Casa Civil, envolve o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
Segundo o ministro do MIDR, Waldez Góes, a sala de situação reúne esforços de 20 ministérios e demais órgãos federais. O objetivo é articular ações de mitigação, monitoramento e resposta, além de permitir o acionamento de recursos extraordinários e o planejamento integrado com Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, estados e municípios.
Góes informou que o governo já mantém plano de contingência, plano de enfrentamento e comunicação permanente com estados e municípios. As reuniões, conforme o ministro, podem acontecer diariamente, dependendo da situação. Órgãos como Cemaden e Inpe são responsáveis por fornecer dados técnicos de forma contínua.
Entre os impactos previstos do El Niño, o ministro citou secas severas na Amazônia e no Nordeste, chuvas intensas nas regiões Sul e Sudeste, temperaturas elevadas no Centro-Oeste e aumento do risco de queimadas no Pantanal.
O ministro destacou ainda o Defesa Civil Alerta, sistema que envia mensagens de emergência por telefonia celular, independentemente de cadastro ou pagamento. Ele explicou que as mensagens são elaboradas pelas defesas civis locais e chegam diretamente ao smartphone, podendo ser de dois tipos: alerta severo e alerta extremo, este último com recomendação de evacuação imediata.
Destacando a prevenção, Góes defendeu a consolidação de uma cultura do risco, com participação do poder público, setor privado e população. Ele ressaltou a necessidade de planos de contingência conhecidos pela comunidade, sinalização de rotas de fuga, abrigos estruturados e a realização periódica de exercícios simulados de evacuação.





