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Netanyahu defende manutenção da relação vital entre Israel e Estados Unidos


Da redação

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, destacou nesta quinta-feira, 18, a importância de preservar relações próximas com os Estados Unidos. A declaração foi feita em Israel, em meio a tensões provocadas pelo recente acordo entre Estados Unidos e Irã para cessar o conflito no Oriente Médio.

O anúncio ocorreu durante uma cerimônia oficial, enquanto ministros da coalizão israelense demonstraram rejeição ao pacto antes mesmo da divulgação integral do texto. Netanyahu afirmou que Washington permaneceu “lado a lado” com Israel durante a guerra, enfatizando a relevância da aliança para a segurança nacional.

Segundo comunicado do gabinete do premiê, Netanyahu declarou: “A luta ainda não terminou e temos mais desafios pela frente. Eles exigem serenidade de juízo e uma defesa firme dos interesses de segurança de Israel”. Ele ressaltou a necessidade de “defender nossa relação vital com nossos amigos americanos”.

Apesar do novo acordo, o primeiro-ministro ainda não comentou publicamente sobre o conteúdo do documento, divulgado na quarta-feira, 17. Alguns membros do governo consideram insuficientes as medidas propostas, principalmente em relação ao programa de mísseis iraniano, permanecendo dúvidas sobre a estabilidade estabelecida pelo pacto.

Os termos negociados determinam o “fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano”, onde Israel manifesta a intenção de manter presença. Netanyahu reiterou que as forças israelenses permanecerão no sul do Líbano para “restaurar a segurança e a prosperidade das comunidades do norte de Israel”.

Por fim, o acordo prevê a redução das reservas de urânio enriquecido do Irã, porém não aborda o desenvolvimento de mísseis. Durante o conflito, a infraestrutura militar iraniana foi alvo de bombardeios conjuntos dos EUA e Israel, enquanto Teerã respondeu com ataques na região. O presidente americano Donald Trump criticou publicamente Netanyahu pela atuação militar no Líbano.