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Governo Lula destina R$ 55 bilhões à ciência e mira 2% do PIB até 2034


Da redação

O governo federal informou que destinou mais de R$ 55 bilhões à ciência, tecnologia e inovação entre 2023 e 2026 e estabeleceu a meta de elevar o investimento em pesquisa e desenvolvimento a 2% do Produto Interno Bruto até 2034. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico financiou quase 6 mil projetos neste período. Uma reunião na sede da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em São Paulo, apresentou os dados a lideranças da comunidade científica.

De acordo com o governo, mais de R$ 10,2 bilhões do fundo foram repassados em recursos não reembolsáveis para instituições de ciência e tecnologia, que não precisam devolver os valores recebidos. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Financiadora de Estudos e Projetos firmaram mais de 1.300 convênios com instituições científicas, totalizando esse mesmo valor. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram beneficiadas com cerca de R$ 3,2 bilhões, o que representa 31,4% dos investimentos da Finep; quando considerados apenas acordos resultantes de chamadas públicas, a fatia das três regiões sobe para 37%.

O governo informou ainda que recompos o orçamento do fundo, com a abertura de crédito e aprovação de projeto no Congresso, o que restabeleceu os R$ 10 bilhões previstos. Desde 2023, universidades brasileiras receberam mais de R$ 5,1 bilhões para projetos de pesquisa e infraestrutura, sendo R$ 2 bilhões alocados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os convênios contemplam universidades federais, estaduais, municipais, privadas e institutos federais de educação, ciência e tecnologia, com recursos destinados a obras, laboratórios, equipamentos e redes de pesquisa.

Durante o encontro, representantes da Academia Brasileira de Ciências, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Finep, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e da Universidade de São Paulo participaram dos debates. O grupo discutiu iniciativas para ampliar o financiamento, reduzir desigualdades regionais, fortalecer a aproximação entre empresas e instituições científicas e atrair capital privado e internacional para o sistema nacional de inovação.