Da redação
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta quinta-feira, 8, que o governo federal editará uma medida provisória para garantir um reajuste maior ao piso salarial dos professores, superando o índice de 0,37% previsto inicialmente. Atualmente, o salário inicial dos docentes passaria de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78, um dos menores aumentos já registrados e bem abaixo da inflação.
O baixo percentual se deve à lei que vincula o reajuste do piso do magistério ao crescimento do valor anual mínimo investido por aluno pelo Fundeb, principal fundo de custeio da educação. O ministro, porém, não detalhou o novo índice, mas informou que a medida foi discutida em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“Não podemos admitir dar só 0,37% de aumento. Queremos avisar para todos os professores desse país que o presidente Lula estará anunciando mudanças em relação a esse cálculo e o MEC anunciando o novo porcentual até o dia 15”, afirmou Camilo em vídeo. Segundo ele, “é inadmissível, o professor precisa ser valorizado”.
No ano passado, o MEC discutiu com secretários de educação e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) uma nova forma de reajuste, sugerindo a vinculação ao INPC, mas não houve consenso. Nesta semana, a Frente Parlamentar Mista de Educação cobrou uma ação do MEC, defendendo a valorização dos professores.
Estados, porém, demonstraram preocupação com o impacto do reajuste nas contas públicas, já que são os principais responsáveis pelo pagamento dos docentes. Nos anos anteriores, o aumento do piso foi de 6% em 2025 e de 3% em 2024, ambos inferiores à inflação; em 2022, o reajuste foi de 33%.






