Da redação
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou a senadores que não encaminhará pautas de interesse do governo antes das eleições. Diante desse cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende adotar o discurso de que somente sua reeleição permitirá destravar a tramitação do fim da jornada 6×1, para que a medida se torne lei.
Segundo interlocutores do governo, Lula está inclinado a atribuir ao presidente do Senado a responsabilidade pelo impasse da jornada 6×1. A decisão de Alcolumbre, comunicada nesta segunda-feira (29), de segurar as prioridades do Palácio do Planalto dificulta a perspectiva de encontro com Lula antes da votação de outubro. Alcolumbre, que não disputa eleição neste ano e tem mais quatro anos de mandato, não demonstra preocupação em travar a proposta, considerada de ampla aprovação popular pelo governo.
De acordo com um integrante do governo, “esta é uma pauta que transcende o interesse do governo. Ela tem apelo popular. O discurso será de que é necessário reeleger Lula para consolidar o avanço da pauta trabalhista e terminar de aprovar o fim da escala 6×1”.
O governo também aposta em projetos voltados para segmentos profissionais na Câmara dos Deputados, onde mantém relação mais favorável com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). Nesta segunda-feira, Motta anunciou o recebimento de proposta enviada pelo Executivo para ampliar o teto dos Microempreendedores Individuais (MEIs) e permitir a contratação de mais um funcionário por empresa. Motta afirmou a Lula que pretende acelerar a votação do projeto, embora o cronograma ainda não esteja definido.



