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Guterres defende que próximo secretário-geral da ONU priorize reforma do Conselho de Segurança

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Da redação

Em coletiva de imprensa realizada nesta semana em Tóquio, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, defendeu a prioridade de reformas no Conselho de Segurança da ONU. Ele destacou a importância dessa pauta para seu sucessor, no contexto da comemoração dos 70 anos da adesão do Japão à entidade.

Durante a visita oficial, Guterres se reuniu com o imperador Naruhito, com a primeira-ministra Sanae Takaichi e com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão. O secretário-geral ressaltou que essa viagem coincidiu com o primeiro encontro do Conselho de Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas para a Coordenação realizado em um país asiático.

Segundo Guterres, violações ao direito internacional cometidas por membros permanentes do Conselho de Segurança estimulam a impunidade e fazem com que outros países também se sintam autorizados a agir sem consequências. Para ele, as iniciativas como a ONU80 e o Pacto para o Futuro são relevantes, mas não suficientemente robustas diante do cenário atual.

O secretário-geral afirmou que o Conselho de Segurança tem sido usado como instrumento de impunidade, já que superpotências utilizam o direito de veto para proteger seus próprios interesses. Nos dez anos de sua gestão, a discussão sobre reformar o Conselho passou a ser reconhecida como necessária, inclusive pelos próprios membros permanentes, conforme relatou Guterres.

António Guterres recomendou que seu sucessor na liderança da ONU continue a reivindicar mudanças, em especial a ampliação da representação de países africanos, latino-americanos e asiáticos, além de um aumento no número de membros eleitos. Segundo ele, investir no multilateralismo e responsabilizar Estados por violações são medidas urgentes para fortalecer a legitimidade do órgão.

Guterres também sugeriu impulsionar a transição para energias renováveis e aprofundar os diálogos entre governos e empresas sobre inteligência artificial. O secretário-geral reforçou que o sucesso da ONU depende do comprometimento dos Estados-membros em apoiar essas transformações estruturais e institucionais.