Da redação
O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, minimizou a designação do PCC como organização terrorista pelos Estados Unidos durante entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura. Haddad afirmou que considera uma “questão menor” a definição do termo, ressaltando que o importante é o combate ao crime organizado.
O tema surgiu quando Haddad mencionou, no início da entrevista, as interconexões do PCC no Brasil e no exterior. Questionado pelo apresentador Ernesto Paglia, o ex-ministro disse: “Máfia, organização terrorista, facção. O importante é como você vai trabalhar o combate”. Ele também indicou que “terrorismo tem mais a ver com ideologia”, diferentemente do que seria uma máfia ou facção.
O governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas em maio, segundo informou o governo americano. A mudança gerou preocupação em empresas sobre possíveis repercussões financeiras. Conforme o Itamaraty, a medida abre espaço para uso de força militar pelos EUA no Brasil. O governo Lula (PT) divulgou nota criticando a decisão e associando-a a adversários políticos.
Durante a entrevista, Haddad também criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), dizendo que o adversário demonstra submissão ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e citou o impacto do aumento de tarifas americanas para produtos brasileiros. O candidato ainda comentou que a sucessão do presidente Lula será complexa, destacando que “não vai aparecer um líder como Lula”, mas afirmou que o partido possui “grandes quadros”.



