Da redação
Flávio Bolsonaro foi escolhido como representante do grupo bolsonarista na disputa presidencial de 2026, com a intenção de criar contraste de idades: ele tem 45 anos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, tem 80. Segundo integrantes da campanha do Partido Liberal, a expectativa era de que, com Lula se expondo mais em público, pudesse haver desgaste do petista, embora as pesquisas indiquem equilíbrio entre os dois.
Nos bastidores, aliados de Flávio utilizam expressões como “velho”, “gagá” e “senil” para se referir a Lula, mas publicamente preferem críticas ao conteúdo das falas do presidente, deixando a avaliação para os eleitores. No entanto, lideranças do Partido dos Trabalhadores evitam levantar suspeitas sobre a capacidade física e mental de Lula, alegando sensibilidade sobre o tema. Segundo um integrante próximo, “tratar Lula por esse viés seria ‘vitimizá-lo’, privando-o de responsabilidades e evitando qualquer autocrítica”.
Recentemente, declarações do presidente tiveram ampla repercussão. De acordo com petistas, críticos tiraram de contexto uma fala de Lula sobre exames de próstata, que gerou reações intensas de adversários, incluindo ofensas nas redes sociais. Em outro episódio, Lula confundiu o nome da esposa, Janja, com Marisa Letícia, sua segunda esposa, falecida em 2017. Um aliado minimizou a situação: “Nada a ver com problema cognitivo. Eu também confundo os nomes das minhas ex quando estou nervoso”.
No mesmo período, Lula ligou publicamente para Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, durante uma cerimônia de sanção de projeto de autoria de Dino, quando era senador. Adversários usaram o episódio associando Dino e Alexandre de Moraes ao presidente. Uma provocação de ex-parlamentar repercutiu nos bastidores: “Será que é por isso que não quer ir ao debate da Globo? Síndrome de Biden?”.



