Da redação
O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu prorrogar por mais seis meses o mandato da Força de Combate a Gangues no Haiti, conhecida como GSF, com permanência prevista até 31 de março de 2027. A decisão solicita ainda que o secretário-geral da ONU continue oferecendo apoio logístico e operacional por meio do Escritório de Apoio das Nações Unidas no Haiti.
Segundo o Conselho, o secretário-geral deve informar semestralmente sobre o avanço das autoridades haitianas no desenvolvimento das próprias capacidades de segurança, incluindo o controle de fronteiras para combater o tráfico ilícito de armas, munições e entorpecentes, como preparação para a transição das responsabilidades à administração local após a saída da GSF.
A decisão destaca que cabe às autoridades haitianas enfrentar as causas estruturais da instabilidade por meio do combate à corrupção, reformas nos sistemas de governança e reforço no enfrentamento ao fluxo de armas ilegais. O Conselho também manifestou preocupação com o recrutamento forçado de crianças para as gangues e defende proteção especial, programas de reintegração, apoio psicossocial e acesso à educação para menores envolvidos nessas organizações.
O Haiti vive uma crise política, de segurança e humanitária, com gangues controlando partes da capital Porto Príncipe e três dos dez departamentos do país. A Força de Combate a Gangues foi criada em 2025 por meio da resolução 2793 e não é uma missão de paz da ONU. As primeiras eleições presidenciais e legislativas estão previstas para 13 de dezembro de 2026, com segundo turno marcado para 21 de fevereiro de 2027, porém há preocupação com a influência de grupos armados no processo eleitoral.


