Da redação
O Carnaval de Brasília em 2026 reafirmou sua diversidade e inclusão, reunindo foliões de todas as idades em parques, estacionamentos e vias da cidade sob um sol intenso. Fantasias criativas, crianças, adultos e famílias inteiras deram à festa um tom de pertencimento, ampliando o significado da celebração para além da música.
Na área da Torre de TV, o bloco Deficiente é a Mãe destacou-se pela inclusão, acessibilidade e acolhimento. Criado por pessoas com deficiência desde 2012, teve intérpretes de Libras e estrutura adaptada. A servidora Anna Carolina Ferreira, 42 anos, cadeirante e militante da causa, comentou: “Aqui é democrático, tem fácil acesso e não fica no meio da multidão. As limitações físicas não devem impedir a gente de se divertir.”
Outra foliã, Mariana Guedes, 33, jornalista e paralímpica, levou sua banda “Me chame pelo seu nome” ao bloco, reforçando o papel fundamental da acessibilidade como parte da programação cultural de Brasília. “Estar aqui mostra que a acessibilidade é possível e que a gente também faz parte da programação cultural”, destacou.
O Bloco Galinho manteve a tradição com passistas, sombrinhas e famílias reunidas no estacionamento da Caixa. Mariana Tôrres, 18 anos, frequenta o bloco desde bebê ao lado da irmã Geovana e, em 2026, trouxe as primas para o Pintinho, versão infantil do bloco. Crianças como Marina Lira, 12, e Lara Pereira, 5, elogiaram o evento, que recebeu destaque pela organização e segurança.
Já a criatividade marcou o bloco Na Batida do Morro, com foliões fantasiados de preservativos para conscientização e humor, e o Baratona, onde Débora Martins, grávida de sete meses, desfilou a barriga pintada com Minions. No Concentra Mas Não Sai, a professora Lilian Alencar, 52, resumiu: “Carnaval é sinônimo de liberdade, expressão e alegria.”






